Atividades para a aula de literatura infanto-juvenil
Atividade 1
a- Assistir o video Entrelinhas - Monteiro Lobato
http://www.youtube.com/watch?v=XVnrSfjIXQo
Entrelinhas é sempre uma caixinha de surpresas né?Mas esse, foi extraordinário! Incrível tudo quanto pudemos aprender sobre Monteiro Lobato, que não só foi o maior escritor da nossa literatura brasileira, como foi o vidente da campanha eleitoral americana de 2008/2009
b- Momento de debate e comentários pelos alunos
c- Dividir a turma em 4 grupos
d- Distribuir fragmentos do livro Emilia no Pais da Gramática
e - Distribuir tarefas que deverão ser realizadas pelos grupos.
Exemplo de produção
http://www.youtube.com/watch?v=4wHoqeqqBIg
Texto 1 - Grupo 1
A partir do fragmento retirado do livro “Emilia no pais da Gramática de Monteiro Lobato, converse com o seu grupo e faça uma analise do texto e de forma criativa use a história para planejar uma aula para as séries iniciais do ensino fundamental. Planejamento 30 min
Apresentação 15 min
Dona Benta, com aquela paciência de santa, estava ensinando gramática a Pedrinho. No começo Pedrinho rezingou.
— Maçada, vovó. Basta que eu tenha de lidar com essa caceteação lá na escola. As férias que venho passar aqui são só para brinquedo. Não, não e não. . .
— Mas, meu filho, se você apenas recordar com sua avó o que anda aprendendo na escola, isso valerá muito para você mesmo, quando as aulas se reabrirem. Um bocadinho só, vamos! Meia hora por dia. Sobram ainda vinte e três horas e meia para os famosos brinquedos.
Pedrinho fez bico, mas afinal cedeu; e todos os dias vinha sentar-se diante de Dona Benta, de pernas cruzadas como um oriental, para ouvir explicações de gramática.
— Ah, assim, sim! — dizia ele. — Se meu professor ensinasse como a senhora, a tal gramática até virava brincadeira.
Mas o homem obriga a gente a decorar uma porção de definições que ninguém entende. Ditongos, fonemas, gerúndios. . .
Emília habituou-se a vir assistir às lições, e ali ficava a piscar, distraída, como quem anda com uma grande idéia na cabeça.
É que realmente andava com uma grande idéia na cabeça.
— Pedrinho — disse ela um dia depois de terminada a lição —, por que, em vez de estarmos aqui a ouvir falar de gramática, não havemos de ir passear no País da Gramática?
O menino ficou tonto com a proposta.
— Que lembrança, Emília! Esse país não existe, nem nunca existiu. Gramática é um livro.
— Existe, sim. O rinoceronte, que é um sabidão, contou-me que existe. Podemos ir todos, montados nele. Topa?
Perguntar a Pedrinho se queria meter-se em nova aventura era o mesmo que perguntar a macaco se quer banana. Pedrinho aprovou a idéia com palmas e pinotes de alegria, e saiu correndo para convidar Narizinho e o Visconde de Sabugosa. Narizinho também bateu palmas — e se não deu pinotes foi porque estava na cozinha, de peneira ao colo, ajudando Tia Nastácia a escolher feijão.
— E onde fica esse país? — perguntou ela.
— Isso é lá com o rinoceronte — respondeu o menino. — Pelo que diz a Emília, esse paquiderme é um grandessíssimo gramático.
— Com aquele cascão todo?
— É exatamente o cascão gramatical — asneirou Emília, que vinha entrando com o Visconde.
Os meninos fizeram todas as combinações necessárias, e no dia marcado partiram muito cedo, a cavalo no rinoceronte, o qual trotava um trote mais duro que a sua casca. Trotou, trotou e, depois de muito trotar, deu com eles numa região onde o ar chiava de modo estranho.
— Que zumbido será esse? — indagou a menina. —
Parece que andam voando por aqui milhões de vespas invisíveis.
— É que já entramos em terras do País da Gramática
— explicou o rinoceronte. — Estes zumbidos são os sons orais, que voam soltos no espaço.
— Não comece a falar difícil que nós ficamos na mesma — observou Emília. — Sons Orais, que pedantismo é esse?
— Som Oral quer dizer som produzido pela boca, A, E, I, O, U são Sons Orais, como dizem os senhores gramáticos,
— Pois diga logo que são letras! — gritou Emília.
— Mas não são letras! — protestou o rinoceronte. — Quando você diz A ou O, você está produzindo um som, não está escrevendo uma letra. Letras são sinaizinhos que os homens usam para representar esses sons. Primeiro há os Sons Orais; depois é que aparecem as letras, para marcar esses Sons Orais. Entendeu?
O ar continuava num zunzum cada vez maior. Os meninos pararam, muito atentos, a ouvir.
— Estou percebendo muitos sons que conheço — disse Pedrinho, com a mão em concha ao ouvido.
— Todos os sons que andam zumbindo por aqui são velhos conhecidos seus, Pedrinho.
— Querem ver que é o tal alfabeto? — lembrou Narizinho. — E é mesmo!. . . Estou distinguindo todas as letras do alfabeto. . .
— Não, menina; você está apenas distinguindo todos os sons das letras do alfabeto — corrigiu o rinoceronte com uma pachorra igual à de Dona Benta. — Se você escrever cada um desses sons, então, sim; então surgem as letras do alfabeto.
— Que engraçado! — exclamou Pedrinho, sempre de mão em concha ao ouvido. — Estou também distinguindo todas as letras do
Grupo 2 A partir do fragmento retirado do livro “Emilia no País da Gramática de Monteiro Lobato, converse com o seu grupo e faça uma analise do texto e de forma criativa use a história para planejar uma aula para as séries finais do ensino fundamental com o tema Advérbios. Planejamento 45 min Apresentação 15 min