domingo, 27 de fevereiro de 2011

Programa da Disciplina de Educação Infanto-juvenil

  1. EMENTA: Estudo do conto de fadas, contos clássicos e contemporâneos do ponto de vista literário, histórico e cultural.
  2. OBJETIVO GERAL Apropriar-se do conhecimento histórico da literatura infantil , buscando novas formas de encantar o educando através de narrativas que contem significados para a vida

3. CONTEÚDOS

4. OBJETIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

A história cultural dos clássicos e contos de fada

Identificar o surgimento dos contos de fadas e clássicos infantis fazendo uma relação do momento histórico de seu surgimento do autor e do leitor

Contos de Fadas, Clássicos

- Compreender as principais características dos contos e clássicos

- Diferenciar contos de fadas e clássicos

A História Infantil na contemporaneidade

Identificar os autores das histórias infantis na contemporaneidade e as principais características que norteiam as mesmas

A história contada em diferentes modos

Analisar as diferentes formas que as histórias são contadas (narrada, por vídeo, em músicas...) fazendo uma reflexão sobre como é possível utilizá-las em sala de aula

A Interdisciplinaridade através da magia de histórias infantis

Perceber a riqueza mágica que existe em cada história e fazer usos das mesmas para aplicar conteúdos significativos em sala de aula.

A história na prática

Definir diferentes atividades que contemplam as diferentes idades.

5. METODOLOGIA

A metodologia utilizada será baseada em atividades práticas onde serão realizadas dinâmicas de grupo, criação e dramatização de histórias bem como discussão e reflexão sobre temas relevantes fazendo uma relação entre as histórias e as vivências dos aluno

6 AVALIAÇÃO

A apresentação da aula será considerada positiva e de excelente aproveitamento se ao final da carga horário os alunos estiverem dominando a teoria e puderem levar na bagagem experiências enriquecedoras que poderão ser aplicadas no cotidiano escolar.

8. REFERÊNCIAS

FURTH, G. Hans – Conhecimento como desejo , Porto Alegre. 1995.

FÁVERO, Leonor Lopes – Oralidade e escrita perspectivas para o ensino de língua materna, São Paulo. 1999.

ANTUNES, Celso – Marinheiros e Professores, 10ª ed. Petrópolis, RS. 2003.

ESCLARÍN, Antonio Pérez – Educar valores e o valor de educar, São Paulo. 2002.

QUINTANA, Mario – Esconderijos do tempo, São Paulo. 2005.

http://www.sitedeliteratura.com/Infantil/semtexto.htm

http://www.graudez.com.br/litinf/

www.wikipedia.com.br

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Monteiro Lobato - Cidadão Escritor Na sua maior parte, a obra de Monteiro Lobato é o resultado da reunião de textos escritos para jornais ou revistas. Comprometido com as grandes causas de seu tempo, o criador do Jeca Tatu engajou-se em campanhas por saúde, defesa do meio-ambiente, reforma agrária e petróleo, entre outros temas que continuam atuais. Ele arrebatava o público com artigos instigantes, que hoje, vistos de longe, constituem um precioso retrato de época, um painel socioeconômico, político e cultural do período. Dono de estilo conciso e vigoroso, com forte dose de ironia, utilizava uma linguagem clara e objetiva, compreensível ao grande público. Lobato revelou o mundo rural, então ignorado pelos escritores de gabinete que ele tanto criticava. “A nossa literatura é fabricada nas cidades”, dizia, “por sujeitos que não penetram nos campos de medo dos carrapatos”.

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Amigos de Infância

Arcangelo Jorge Righez


Antônio era um menino muito travesso e inteligente. Era alto, magro e muito conversador. Gostava de trabalhar e usava sua inteligência para ajudar os colegas na escola. A outra virtude que ele tinha era brincar e jogar futebol, com seu amigo João.

Quando no início da fase escolar, se conheceram e começaram a conversar e trocar idéias de como compartilhar as atividades escolares e sem esquecer do tempo de jogar futebol.

No decorrer de seus estudos, Antonio teve a triste notícia que João iria mudar-se para outra cidade. O menino alegre tornou-se triste, não falava mais, pois perdeu uma grande amizade.

Com o Antonio percebeu que nunca estamos sós no mundo e cada um tem um caminho a seguir, por isso tratou logo de buscar outro amigo e sabia que família não se escolhe, mas amigos temos a obrigação de escolher, para que se possa ter uma vida com futuro promissor.

Antônio encontrou outros colegas que como ele gostavam de jogar futebol, tocar instrumentos musicais e fazer jogos e festinhas na casa dos pais.

Moral da História: Os bons devem se unir, para viver melhor e mais felizes.

CASA ARRUMADA

Carlos Drummond de Andrade(1902-1987)

Casa arrumada é assim:

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.

Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...

Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:

Aqui tem vida...

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras

e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições

fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.

Sofá sem mancha?

Tapete sem fio puxado?

Mesa sem marca de copo?

Tá na cara que é casa sem festa.

E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.

Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,

passaporte e vela de aniversário, tudo junto...

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.

A que está sempre pronta pros amigos, filhos...

Netos, pros vizinhos...

E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca

ou namora a qualquer hora do dia.

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias...

Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...

E reconhecer nela o seu lugar.

Os clássicos da literatura infantil brasileira

Musical Infantil